sexta-feira, 11 de abril de 2008

Sistema Reprodutor Feminino, Conhecer, Agir, Prevenir..

Como funciona o sistema reprodutor feminino?


O sistema reprodutor da mulher é responsável pela produção de hormonas sexuais femininas que mantêm o normal funcionamento do ciclo reprodutivo e está preparado para desempenhar várias funções e passar pelas diferentes etapas.

  • Produção de células necessárias à reprodução: o óvulo e os ovócitos.
  • O óvulo é transportado para uma zona para que haja fertilização, é nas Trompas de Falópio que a fecundação do óvulo pelo espermatozóide se pode dar, dando início a uma gravidez se a fertilização não ocorrer a mulher menstrua.
  • Durante o período da menopausa, o sistema reprodutor feminino cessa a produção de hormonas feminas necessárias a que o ciclo reprodutivo funcione.

Ciclo menstrual e período fértil


O ciclo menstrual é o intervalo de tempo que decorre entre o primeiro dia de menstruação e o primeiro dia da menstruação seguinte.
Embora se diga que um ciclo dura 28 dias, a verdade é que a duração pode variar de mulher para mulher e nem sempre ter a mesma duração na mesma mulher.
A duração de um ciclo normal entre 21 e 35 dias. A mulher pode assim ter ciclos regulares ou irregulares.
À primeira mesntruação dá-se o nome de menarca e ocorre entre os 10 e os 16 anos.
Nos adolescentes, os primeiros ciclos menstruais podem ser irregulares, não constituindo razão para preocupações.
Quando a mulher deixa de menstruar, diz-se que entrou no período de menopausa, o que significa que os ovários deixaram de produzir óvulos. Na maioria das mulheres, a menopausa ocorre entre os 45 e os 55 anos, podendo acontecer de forma súbita ou gradualmente.

Fases do ciclo menstrual


Fase pré-ovulatória
Durante o ciclo, a hipófise (glândula) e os ovários vão produzindo hormonas que comandam a escolha de um óvulo maduro, desencadeiam a ovulação e preparam o útero para uma eventual gravidez.
Desde o nascimento, os ovários contêm milhares de folículos nos quais se encontram o número de óvulos com que cada mulher poderá contar ao longo da sua vida reprodutiva. Muitos destes óvulos nunca chegam a amadurecer.
Nesta fase, à medida que os ovários produzem uma hormona feminina chamada estrogénio, um dos folículos cresce mais depressa do que os outros, fica cheio de líquido e o óvulo que o contém amadurece - chama-se folículo dominante. Quando este folículo se rompe ocorre a ovulação.
A duração desta fase é variável, dependendo do tempo que leva a escolha do folículo dominante. Este facto é responsável pela variação da duração dos ciclos menstruais.


Fase pós-ovulatória
Nesta fase, o folículo dominante sofre transformações. Chama-se agora corpo amarelo e produz uma hormona, a progesterona.
A progesterona é responsável pelas alterações que ocorrem no endométrio (mucosa que reveste o interior do útero), tornando-o mais espesso, com um maior número de vasos sanguíneos, água e glicogénio.
Estas transformações têm como objectivo preparar o útero para receber um óvulo fertilizado, criando as condições para o início de uma gravidez. Ao fim de 14 dias, cessa a produção de progesterona, caso não se inicie uma gravidez.
Dá-se uma queda do nível das hormonas no sangue e, consequentemente, a descamação do endométrio, ocorrendo a mesntruação e iniciando-se um novo ciclo menstrual.


O que é o período fértil ?
O período fértil é o intervalo de tempo, no ciclo menstrual, em que as mulheres têm maior probabilidade de engravidar. Uma das formas de calcular o período fértil é saber qual a duração dos ciclos menstruais.

Método de cálculo
Durante 6 meses a 1 ano, a mulher deve anotar todos os meses num calendário o dia em que aparece a menstruação, contando o tempo que dura cada ciclo entre uma menstruação e a seguinte.
Uma vez feita esta contagem, subtrai-se ao ciclo mais curto, 18 dias, e ao ciclo mais longo, 11 dias.
Ao serem encontrados os resultados, o intervalo entre ambos, do menor para o maior, indica o intervalo de tempo no qual a mulher se encontra no período mais fértil dos seus ciclos.


Por exemplo:
Imaginemos um ciclo mais curto de 26 dias e um ciclo mais longo de 30 dias, então:
Ciclo mais curto: 26-18 = 8
Ciclo mais longo: 30-11 = 19
Este cálculo significa que os dias mais férteis neste ciclo situam-se entre o 8º e 19º dias.
Quando se fala em 8º dia, fala-se do 8º dia a contar da data do 1º dia de menstruação. Ao longo da vida da mulher, esta situação vai acontecer todos os meses e só é interrompida no caso da mulher engravidar.

quarta-feira, 9 de abril de 2008

Antibióticos em crianças, usar sem abusar



As crianças são muito susceptiveis a infecções, sobretudo as do tracto respiratório. nos primeiros anos de vida, pode ser frequente que elas se repitam, devido ao limitado desenvolvimento do sistema imunitário. Além disso, quando freuqentam o infantário, ficam mais expostas a microorganismos, o que torna as infecções quase inevitáveis.


Perante a febre, a tosse, as dores de garganta, a falta de apetite e de energia, o spias anseiam por uma solução que proporcione alivio rápido. E pensam de imediato, nos antibióticos.

NEM SEMPRE O MELHOR REMÉDIO!

Os antibióticos não curam todas as doenças e podem não ser os mais apropriados para as infecções típicas da infância, isto porque:

  • os antibióticos são apenas eficazes contra bactérias e a maioria das infecções que afectam as crianças são causadas por vírus;
  • usar o antibiótico nesta situação não ajuda o organismo a combater o vírus nem impede o contágio;
  • os antibióticos podem causar efeitos secundários, tais como diarreia e reacções dermatologicas;
  • o uso inadequado de antibióticos está na origem da chamada resistência bacteriana;

  • por vezes o melhor remédio para tratar uma infecção é confiar no sistema imunológico, dando lhe tempo para actuar e combater a doença;

  • são as infecções prórias da infância que vão ajudar a desenvolver as defesas da criança, tornando-a mais resistente.

    ANTIBIÓTICOS COM BOM SENSO

Dados os riscos associados a um uso incorrecto dos antibióticos, para a saúde da criança e para a ´saúde de todos, há que respeitar algumas regras fundamentais

  • Não pressione o médico para lhe receitar antibióticos, nem o farmacêutico para os dispensar sem receita;
  • Tome apenas os antibióticos prescritos para cada situação, não guarde sobras e não dê à criança antibióticos receitados para outra pessoa;
  • Cumpra a posologia, não alterando as doses nem os intervalos das tomas;
  • Faça o tratamento até ao fim, não deixe de tomar o antibiótico mesmo que se sinta melhor;

  • A escola e demais cuidadores da criança devem ser informados sobre a infecção e o tratamento em curso.

RESPEITAR ESTAS REGRAS É ESSENCIAL PARA PREVENIR A RESISTÊNCIA BACTERIANA E PARA ASSEGURAR QUE OS ANTIBIÓTICOS CUMPREM A SUA FUNÇÃO: O COMBATE À INFECÇÃO!




quarta-feira, 26 de março de 2008

Pílula do Dia Seguinte, Conhecer, Agir, Prevenir...

Só em caso de EMERGÊNCIAS...

É o receio de estar grávida após uma relação sexual desprotegida ou mal protegida que justifica a contracpção de emergência. Nunca como método contraceptivo regular.
A contracepção de emergência destina-se a evitar uma gravidez como consequência de uma relação sexual desprotegida, ou seja, quando:

  • nenhum dos pareceiros usou contraceptivo;
  • o preservativo foi usado incorrectamente, foi mal colocado ou rompeu-se;
  • quando o dispositivo intra-uterino (DIU) se desloca;
  • quando o anel vaginal é expulso antes do tempo;
  • em caso de violação.

Nas situações citadas anteriormente, a pílula do dia seguinte está sujeita a receita médica, ou por indicação farmacêutica, sendo a forma de tomar variável de marca para marca.

Para um uso eficaz

A píluda do dia seguinte deve ser tomada o mais cedo possível, após a relação sexual desprotegida:

  • até um máximo de 72h, sendo que a eficácia vai diminuindo ao longo do tempo;
  • se houver vómito nas 3h após a toma, esta deve ser repetida.

Efeitos secundários

  • Náuseas;
  • Vómitos;
  • Tonturas;
  • Fadiga (cansaço);
  • Cefaleias (dores de cabeça);
  • Pequenas hemorragias vaginais.

Nota: A pílula do dia seguinte pode atrasar a menstruação, se ela não ocorrer deve efectuar um teste de gravidez.

MAS...

Apesar de uma eficácia elevada, a sua toma não protege contra uma gravidez resultante de relações sexuais futuras nem contra infecções sexualmente transmissíveis.

Não deve repetir a toma no mesmo ciclo menstrual, nem utilizá-la como um contraceptivo regular.


segunda-feira, 24 de março de 2008

Citologia, Conhecer, Agir, Prevenir...

A Citologia ou teste de Papanicolaou consiste na passagem de uma escova no colo do útero, assim como das áreas circundantes para colheita de células, que depois são observadas em laboratório, para verificar se existem alterações potencialmente perigosas.


É um exame muito simples e indolor, é fiável e eficaz, desde que seja realizado com regularidade.

Onde efectuar o exame?
Pode efectuar o exame de forma gratuita no Centro de saúde da sua área de residência.
O exame não é somente para diagnosticar a doença, tem como objectivo avaliar o risco de desenvolver cancro no colo do útero.

Quem deve fazer a citologia?
Todas as mulheres, seja qual for a idade após o inicio de vida sexual.
O risco de desenvolver células cancerosas aumenta quando as primeiras relações sexuais ocorrem antes dos 20 anos, quando se é fumadora, ou já teve uma doença de transmissão sexual e se tem mais de um parceiro.

Cuidados a ter antes de realizar uma citologia.
Deve evitar cremes ou óvulos vaginais, nas 24h antecedentes à realização do exame, pois estes podem alterar os resultados da citologia

sexta-feira, 21 de março de 2008

Adesivo contraceptivo, Conhecer, Agir, Prevenir...

Como aplicar?
Cada adesivo é aplicado uma vez por semana, durante 3 semanas consecutivas,seguidas de uma semana de descanso.

Dia de início: o primeiro adesivo é aplicado no primeiro dia da menstruação;



Dia de mudança: após sete dias este adesivo é retirado e substituído por outro. O adesivo pode ser mudado a qualquer hora do dia.



Semana de descanso: após 3 semanas de utilização, deverá seguir-se uma semana de pausa (sem adesivo). Durante esta semana poderá ocorrer hemorragia de privação (período menstrual).



Onde pode ser colocado?



Deve ser colocado nas nádegas, abdómen, parte supra externa do braço ecostas. Poderá utilizar o mesmo local na mudança de cada aplicação,evitando colocá-lo exactamente no mesmo ponto ou se preferir alterar o sítio;






  • Aplique em pele limpa e seca, e não aplique óleos ou loções;


  • Nãoaplique o adesivo na pele ruborizada, irritada ou macerada;


  • Verifique todosos dias se o adesivo está bem colocado;


  • Se o adesivo descolar exerça algumapressão e em caso deste não voltar a aderir terá de ser substituído por umnovo;


  • Se o adesivo cair há menos de três horas recoloque, se caiu á mais de três horas coloque um novo.


  • Em caso de esquecimento na mudança de adesivo,associe outro método contraceptivo (preservativo) e recoloque de imediato um novo adesivo tendo em atenção o dia de mudança que deverá ter a duração de sete dias.

Interacções:

Alguns antibióticos, antiepilécticos e anticonvulsivantes reduzem o efeito contraceptivo, exigindo assim um método contraceptivo complementar (preservativo).

Vantagens:

  • Utilização fácil;

  • Abandono de rotina diária da pílula;
  • Método não invasivo e reversível;
  • Pode se realizar actividadesdiárias como o banho, o duche ou praticar exercício físico sem nenhuma medida especial de precaução.

Anel Vaginal, Conhecer, Agir, Prevenir...

O anel vaginal contraceptivo é um método conveniente e prático com uma baixadose hormonal em circulação, e de óptima eficácia.A mulher aplica-o uma vez por mês em cada ciclo menstrual, de um modo fácil e simples, ficando por isso livre da toma diária da pílula.


Quando é colocado?
Sendo usado pela primeira vez, este método anticoncepcional deve ser colocado no quinto dia após o início da menstruação, permanecendo este durante 21 dias sendo seguido de um período de sete dias sem anel, que resultará na "menstruação".Assim, a mulher está protegida durante todo o ciclo, incluindo a semana em que oanel foi retirado.Se usava um método hormonal combinado (pílula), terá que aplicar o anel no dia em que começaria a tomar uma nova embalagem.Se o método, que usava, continha apenas progestagénio, deverá aplicar o anel, no dia após a toma da última pílula da embalagem.
  • Como é colocado?
    O anel é aplicado na vagina pela própria pessoa na posição deitada, cócoras oude pé.
  • Flexione o anel conforme indica a figura:
  • Introduza-o na vagina empurrando-o com o dedo indicador, até deixar de o sentir, impedindo assim a sua expulsão.

Depois de colocado o anel vaginal raramente é notado durante as relações sexuais, não induzindo assim desconforto. Para retirar basta inserir o dedo na vagina e puxá-lo.

Precauções:

Este tipo de contracepção, não actua como método barreira, e não oferece por isso protecção contra as doenças sexualmente transmissíveis. Será importante em relações sexuais de risco ser utilizado a associação de outro método contraceptivo (preservativo).

Interacções:

Alguns fármacos poderão diminuir o efeito deste método contraceptivo, exigindo também um método de protecção paralelo (preservativo).Antibióticos, antiepiléticos, tuberculostáticos, fármacos que intervém no tratamento de infecções por HIV.

Acidentes / (saída do anel):Se o anel saiu da vagina poderá voltar a colocá-lo, lavando-o bem com água morna. Se o anel esteve mais de três horas fora da vagina, a contracepção não está garantida devendo por isso recorrer a um método de contracepção barreira como o preservativo. Se após o intervalo de 7dias, se esqueceu de colocar o anel, deverá recolocar o mais rápido possível e recorrer também ao uso de um outro método de contracepção barreira na primeira semana.Se esqueceu de tirar o anel no dia que deveria ser retirado, a eficácia é mantida; retira o anel e deverá fazer o descanso normal de uma semana

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